Este pequeno texto fala sobre alguns problemas que a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) se tem defrontado desde que o aborto (aka Interrupção voluntária da gravidez) foi liberalizado. O leitor deve pensar que eu vou gozar com a ironia de termos uma maternidade a fazer abortos. É um contrasenso, eu sei, mas na democracia dos direitos estes contrasensos são comuns. Além do mais, não devemos ser caso único na galáxia.
Quando se referendou a liberalização do aborto, muitos médicos manifestaram-se contra porque o nosso sistema nacional de saúde não tinha as condições necessárias e existiam outras prioridades (obviamente que estes não eram os únicos argumentos). Após a vitória da liberalização do aborto, os hospitais criaram equipas próprias de forma a garantir o acesso a estes cuidados por parte das mulheres que o desejassem. Quando isso não foi possível o estado pagou a clínicas privadas de forma a que os cidadãos não se vissem privados desse direito.
Letras soltas de 4 epilépticos neuróticos... religiosos até ao tutano portanto!
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
África, Preservativos e Papas
O Imperador do Mal decidiu desonrar o continente africano com a sua presença. Já não bastavam as guerras, a fome, a pobreza, a corrupção, as doenças, os africanos ainda tiveram de receber a visita do Papa. E sua santidade lá chegou inchado com tanta sabedoria retrógrada.
Desta vez atacou o uso de preservativo afirmando que além de não proteger da SIDA ainda agravava o problema. Vão-me desculpar a sinceridade, mas até das caveiras medievais se espera um mínimo de inteligência.
Mais grave o facto da afirmação ter sido feita num continente onde a pobreza e a ignorância científica abundam e onde a Igreja tem grande poder sobre as pessoas. Quantas almas mais receberá Vosso Senhor Jesus Cristo, por afirmação tão ignorante? O troglodita nazi parece mais preocupado em rezar pelas almas dos fiéis mortos do que em mantê-los vivos.
Desta vez atacou o uso de preservativo afirmando que além de não proteger da SIDA ainda agravava o problema. Vão-me desculpar a sinceridade, mas até das caveiras medievais se espera um mínimo de inteligência.
Mais grave o facto da afirmação ter sido feita num continente onde a pobreza e a ignorância científica abundam e onde a Igreja tem grande poder sobre as pessoas. Quantas almas mais receberá Vosso Senhor Jesus Cristo, por afirmação tão ignorante? O troglodita nazi parece mais preocupado em rezar pelas almas dos fiéis mortos do que em mantê-los vivos.
Etiquetas:
INTERNACIONAL,
RELIGIÃO
| Reacções: |
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Multiculturalismo e choque de valores - parte II
A nossa capacidade de criar politicas que permitam a inclusão social de grupos minoritários pode ser a resposta a outro desafio. Este aspecto, muito apreciado no discurso politico, e mal conduzido na realidade prática, tornou-se extremamente importante nos dias de hoje. Os ataques terroristas em Espanha e na Inglaterra não foram conduzidos por afegãos mas sim por filhos de imigrantes que lucraram de todas as liberdades dadas pela sociedade Ocidental mas que nunca conseguiram inserir-se totalmente. A não participação activa social dessas minorias é um grave sintoma de exclusão social. Na Inglaterra culminou com atentados à bomba.
A França sofreu quando os pobres dos subúrbios se revoltaram naquilo que eu gosto de chamar “A revolta dos excluídos”. Esses pobres eram jovens e filhos de imigrantes (na grande maioria do norte de África) que nunca conseguiram encontrar o seu lugar na sociedade. Na França a não inclusão social culminou com uma revolta dos jovens.
A França sofreu quando os pobres dos subúrbios se revoltaram naquilo que eu gosto de chamar “A revolta dos excluídos”. Esses pobres eram jovens e filhos de imigrantes (na grande maioria do norte de África) que nunca conseguiram encontrar o seu lugar na sociedade. Na França a não inclusão social culminou com uma revolta dos jovens.
Etiquetas:
PENSAMENTOS
| Reacções: |
Multiculturalismo e choque de valores - parte I
Um dos grandes desafios da sociedade moderna consiste em saber como manter uma sociedade coesa quando os seus constituintes não se vêm ligados por uma cultura comum. A língua, os valores humanos, a cor, a religião, os interesses académicos, etc… são importantes para a definição do “eu” e da forma como esse “eu” deve interagir socialmente.
O multiculturalismo tem a vantagem de obrigar a pessoa a identificar-se com mais identidades. O aumento do número de identidades com que a pessoa se identifica (culturais, desportivas, humanas, académicas, ideológicas) implica uma maior coesão da sociedade e participação dos seus diferentes membros. No entanto, acarreta, também um maior desafio e uma ameaça à sustentabilidade dessa mesma sociedade.
O multiculturalismo tem a vantagem de obrigar a pessoa a identificar-se com mais identidades. O aumento do número de identidades com que a pessoa se identifica (culturais, desportivas, humanas, académicas, ideológicas) implica uma maior coesão da sociedade e participação dos seus diferentes membros. No entanto, acarreta, também um maior desafio e uma ameaça à sustentabilidade dessa mesma sociedade.
Etiquetas:
PENSAMENTOS
| Reacções: |
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Fundamentalismo religioso: quem é fundamentalista?
Gosto bastante de pegar num livro ou ver na televisão qualquer programa que fale sobre as relações da ciência e da religião - especialmente a cristâ. E sinceramente ainda não consegui compreender como é que se faz a distinção entre católicos fundamentalistas e não fundamentalistas.
Se uma pessoa é cristã e acredita que o mundo foi criado há 4000 anos (mais coisa menos coisa) considera-se que é fundamentalista. Chamam-se a estes cristãos, criacionistas. Toda a gente sabe que o nosso belo planeta existe faz alguns milhões de anos. A geologia apresenta provas esmagadoras da idade deste 3º calhau a contar do Sol. Portanto qualquer cristão que acredite nisso é fundamentalista. Não sabe ler o génesis, nem coisa que se pareça.
Se uma pessoa é cristã e acredita que o mundo foi criado há 4000 anos (mais coisa menos coisa) considera-se que é fundamentalista. Chamam-se a estes cristãos, criacionistas. Toda a gente sabe que o nosso belo planeta existe faz alguns milhões de anos. A geologia apresenta provas esmagadoras da idade deste 3º calhau a contar do Sol. Portanto qualquer cristão que acredite nisso é fundamentalista. Não sabe ler o génesis, nem coisa que se pareça.
Etiquetas:
SÁTIRAS RELIGIOSAS
| Reacções: |
Subscrever:
Mensagens (Atom)