domingo, 13 de setembro de 2009

Embutir os sentidos e criar assassinos: o perigo da educação religiosa - parte II

O leitor pode pensar que pelo menos 26% das crianças responderam que desaprovavam completamente estas acções. Afinal nada está perdido. Antes que comece a deitar foguetes com um valor tão baixo sugiro que leia alguns comentários desses alunos.

«Eu penso que Josué não agiu correctamente, porque eles podiam ter poupado os animais para eles.»

«Acho que Josué não agiu bem, ele deveria ter deixado a propriedade de Jericó, se ele não tivesse destruído a propriedade teria pertencido aos israelitas»[i]

Se o leitor ficou estupefacto com o humanismo destas crianças, então leia o seguinte comentário escrito por uma criança de 10 anos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Embutir os sentidos e criar assassinos: o perigo da educação religiosa - parte I

Tomei um primeiro contacto com esta problemática quando li a obra de Dawkins “A Desilusão de Deus”. Posteriormente encontrei o conteúdo e as conclusões deste estudo na página de Hartyung, num texto intitulado “Moral Fallout”. O artigo que se segue foi escrito com base nesse texto.

O psicólogo israelita George Tamarin mediu o poder da moral residual no interior de um grupo. Para tal usou parte das escrituras para ver que tipo de efeito teria em crianças judias.

Foi usado um texto retirado de Joshua 6:20-21[i] a 1,066 crianças com idade compreendidas entre os 8 e os 14 anos. A lógica consistia em verificar “o efeito do ensino acrítico da Bíblia sobre a propensão para a formação de preconceitos (em especial a noção do "povo escolhido", a superioridade da religião monoteísta, e o estudo dos atos de genocídio por heróis da Bíblia)."[ii]

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Roswel Russo - parte II

Segundo o documentário tinha existido uma guerra entre os ETs e a URSS. Os Ets tentavam destruir a capacidade de URSS em lançar mísseis para o espaço porque a URSS tentava destruir as naves alienígenas. Imaginem quem ganhou a guerra? Uma civilização, milhares ou milhões de anos mais avançada que a nossa, chega ao nosso planeta e repara que as suas naves são ineficazes contra o poderio militar soviético. E lá começam uma guerra. Extremamente interessante. Já agora, as naves galácticas dos extra-terrestres disparavam raios de luz. Mas isto não é surpresa para ninguém.

Também gostei muito de saber que existem uma série de OVNIS observados na URSS. Curiosamente os OVNIS parecem-se com bolas de fogo. Não há nada de semelhante nos EUA ou na América Latina ou na Europa. Nos EUA as naves espaciais não são semelhantes a bolas de fogo. E não enviam raios quentes contra lagos para os secarem. Quem está a mentir? Ninguém. Eu explico. É que deve existir uma convenção intergaláctica entre diferentes espécies. Uma espécie só pode explorar o espaço aéreo russo, outra só pode explorar o espaço aéreo americano and so on. A lógica pode parecer parva mas como não há forma de a verificar serve os nossos propósitos.

Para finalizar gostava de mencionar a nossa incapacidade de desenvolver nova tecnologia mas a nossa capacidade estonteante de roubar tecnologia aos nossos amigos de antenas. A história é semelhante à inventada nos EUA. Os Soviéticos conseguiram imensos sucessos na conquista espacial à conta da tecnologia alienígena. Ou talvez não. Um pouco de história em primeiro lugar.

Após a 2ª Guerra Mundial os soviéticos e americanos iniciaram uma corrida para ficarem com o maior número de cientistas alemães. Já nos anos 30 os cientistas alemães tinham desenvolvido o conceito de exploração espacial e turismo espacial. Criavam naves, ainda no papel, e tentavam definir o seu funcionamento com base nos seus conhecimentos científicos e tecnológicos. Foram estes cientistas que criaram as bombas V2. Os foguetões espaciais, que surgiram após a 2ª Grande Guerra, são bombas V2 mais desenvolvidas em que se retirou o TNT e se colocou um astronauta. Mas o princípio de funcionamento é o mesmo. Muitos dos cientistas que se encontravam por trás do projecto de exploração espacial americano eram alemães. E na URSS aconteceu o mesmo.

Se a história não chega vamos usar o senso comum. Permitam-me cometer o pecado espiritual de usar a minha razão para colocar em causa algumas verdades convenientes à nossa imaginação. Vamos supor que os soviéticos realmente conseguiram tanto sucesso na exploração espacial graças a tecnologia alienígena. Os computadores, os sistemas de propulsão usados, os sistemas de comunicação, tudo era tecnologia alienígena. Como os cientistas bem sabem hoje em dia os actuais sistemas de propulsão não são viáveis para se conseguir fazer viagens planetárias. Ainda há pouco tempo, cientistas da NASA, vieram criticar a falta de investimento no desenvolvimento dos reactores nucleares, pois estes serão muito importantes no futuro da exploração espacial.

Podemos concluir que os ET com a mesma tecnologia que nós são capazes de vir até ao nosso planeta mas nós não somos capazes de fazer o mesmo. Sabendo que a tecnologia usada hoje é muito superior aquela usada nos anos 60 e 70 fica a questão em aberto: porque não somos capazes de viajar para outros planetas?! Neste momento já devemos ter tecnologia tão ou mais desenvolvida que os nossos amigos. Mas não conseguimos falar com eles nem fazer visitas ao domicílio. Parece-me que há algo que não bate bem nesta história. O que acha o leitor?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Roswel Russo - parte I

Após quase um ano a publicitar o programa, o canal História, lá se decidiu a passá-lo. Existirão provas da presença de extra-terrestres na Rússia? Estaline estaria a tentar capturar discos voadores? Poderão os russos ter abatido discos voadores e capturado parte da sua tecnologia? O programa pretendia abordar estas questões com base em documentos, recentemente desclassificados, e testemunhas oculares de encontros de 3º grau.

Pessoalmente fiquei muito desapontado com o programa. É verdade que tivemos hipótese de ver o filho de Krutchev afirmar que a URSS tinha tecnologia extra-terrestre. Também tivemos hipóteses de ver antigos pilotos e cosmonautas russos a falarem das suas experiências de encontros com seres de outras civilizações. Mas pensemos um pouco: que provas apresentou o filho de Krutchev? Que provas apresentaram os antigos pilotos da URSS? Absolutamente nada.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A Telepatia do telefone

Imensas pessoas falam sobre poderes ocultos da mente. Muitas vezes, afirmam, que já existem estudos científicos a comprovarem esses mesmos poderes e que só não são aceites pela maioria devido à falta de abertura de espírito da comunidade científica. As pessoas nem sequer dão conta do contra senso que é esta afirmação, na maioria das vezes: supostamente um estudo científico é realizado com resultados surpreendentes e a comunidade científica não lhe presta atenção nenhuma. Se estes efeitos pudessem ser medidos e validade cientificamente, o leitor acha mesmo que os cientistas o iam deixar passar despercebido? Se alguém conseguisse provar esses fenómenos e explicá-los, não só receberia prémios importantes como tinha trabalho para o resto da vida e atingiria a imortalidade no panteão dos génios científicos.

Mas este artigo não é para se debruçar sobre estudos duvidosos ou inexistentes ou sobre a falta de vontade de cientistas perderem o seu tempo com esses estudos. É sobre muitas das supostas provas que existem e são perceptíveis no dia a dia. Além dos estudos científicos que “já provaram” a existência da telepatia, e além da comunidade cientifica saber que isso é uma fraude, existem alegações relativamente a efeitos telepáticos no dia a dia.