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domingo, 17 de maio de 2009

Existem raças? - parte II

Há outras diferenças grandes entre as raças que não se restringem à cor da pele. A força física, os pelos do organismo, hormonas sexuais, características sexuais secundárias, a forma das ancas, a acumulação de gordura na cintura (a famosa bunda das mulheres negras), etc… existe toda uma vasta gama de diferenças entre negros, caucasianos e asiáticos e são essas vastas diferenças que definem raças (isto não significa que não exista uma grande variabilidade dentro de uma mesma raça. Para tal basta comparar nórdicos com eslavos e latinos). Mas encontram-se mais semelhanças entre esses diferentes grupos de uma mesma raça do que se encontram entre diferentes raças.

Algumas pessoas pensam que se dividíssemos as pessoas por altura tínhamos novas raças. Enganam-se porque em média os negros são maiores que os caucasianos e os caucasianos mais altos que os asiáticos. E o que vale para o corpo todo também vale para outras partes. No fundo o negro, o caucasiano e o asiático não são mais que seres humanos extremamente bem adaptados a ambientes diferentes.

sábado, 16 de maio de 2009

Existem raças? - parte I

Recentemente deparei-me com um livro bastante interessante mas que a certa altura afirmava que as raças humanas não existem. Que são construções sociais. Assim se em vez de dividir-mos os grupos humanos por cor de pele os dividíssemos por altura ou por peso teríamos raças diferentes das actuais. Talvez esta afirmação esteja correcta e as raças não sejam mais do que construções sociais. Mas se assim é façamos uma outra pergunta: porque é que um médico patologista olhando para 3 esqueletos diferentes consegue dizer qual deles pertence a um oriental, a um caucasiano ou a um negro? E já que estamos a falar de ossos façamos outra pergunta: porque é que um dos factores de risco na osteoporose é pertencer à raça caucasiana e/ou asiática?

A Sociologia na sua determinação romântica de explicar o ser humano como construção social acaba por se tornar incapaz de dar resposta a muitas questões relativamente ao ser humano (esta incapacidade deve-se ao facto de não ser a única ciência com capacidade de compreender o ser humano). Isto porque essas questões são mais complexas do que à primeira vista parecem. Para a Sociologia a questão de raças está baseado nas diferenças de pele o que é falso. A pele é só mais uma das muitas diferenças. E por diferente eu não compreendo inferior ou superior mas somente adaptado a ambientes diferentes.

terça-feira, 10 de março de 2009

Homossexualidade: uma explicação?

Qual a razão que justifica a existência da homossexualidade? Homossexuais não se reproduzem, logo não deixam descendentes. Terão, então, alguma vantagem evolutiva relativamente aos heterossexuais? Ou será a homossexualidade uma doença como a gripe ou o cancro? Que vantagem terão os genes dos homossexuais que não se reproduzem? Muitas são as questões que se nos colocam quando analisamos a homossexualidade. Neste texto irei rever as diferentes teorias sobre a origem da homossexualidade e irei propor uma nova teoria que pretenderá explicar as vantagens evolutivas da homossexualidade.

Antes que tudo temos de conhecer as semelhanças e as diferenças entre homossexualidade feminina e homossexualidade masculina. Existe uma grande semelhança entre os 2: a sua escolha de parceiro sexual é dirigida para pessoas do mesmo sexo. Em tudo o resto são diferentes. O homem gay tem um comportamento sexual semelhante ao homem heterossexual. O mesmo acontece nas mulheres. O seu comportamento é basicamente o mesmo. Para facilitar irei colocar as diferenças de ambos no quadro abaixo. Os leitores heterossexuais poderão pensar que estou a descrever o comportamento heterossexual. Enganam-se.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Anatomia e fidelidade feminina

Todos nós temos conhecimentos muito superficiais de anatomia. Sabemos o que são os braços, a cabeça, o peito, as mamas o pénis, a vagina, as pernas, etc… E também é do conhecimento de alguns que a nossa anatomia evolui-o de modo a responder eficazmente a pressões evolutivas que foram impostas à nossa espécie. Neste pequeno texto pretendo falar de uma parte muito especifica da anatomia masculina. O pénis e os testículos. E pretendo debruçar-me sobre a relação que possa existir entre estes órgãos reprodutores e o comportamento sexual da mulher. Este texto não é uma comédia e pode parecer ofensivo aos olhos das senhoras com uma mentalidade vitoriana. Mas é sobre biologia e teorias dentro dessa área do saber humano que vos vou escrever.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PARODIANDO COM O FEMENISMO DE NATALIE ANGIER

Não há mal nenhum em se ser feminista! Em alguns locais é mesmo pecado uma mulher não o ser. Antes de tudo deve salvaguardar-se a honra da vagina. Mas não só! A honra das mamas, dos ovários, do útero, de ordenados idênticos aos do sexo inimigo, etc... qualquer mulher deve salvaguardar a honra, não só do que a define enquanto mulher, mas dos seus direitos cívicos, culturais, humanos. Ser-se feminista ou defender o feminismo encontra-se na moda do politicamente correcto. Os políticos seguem essa moda e qualquer homem que pretenda passar uma boa imagem para a sua semelhante procura passar essa mensagem (mesmo que se contradiga, conscientemente, um pouco, quando essa semelhante já não se encontra presente).

E quanto a ser-se machista? Na nossa sociedade, o termo machista vive impregnado de um significado em tudo pejorativo. Não se trata aqui de defender direitos iguais para sexos diferentes ou direitos diferentes para sexos iguais ou qualquer outro tipo de manipulação retórica que serve muito bem alguns grupos. Trata-se de se poder exaltar o sexo masculino, por si mesmo. E com todo o desportivismo batalhar contra algumas feministas que tanto exaltam o sexo que lhes coube por direito genético. Natalie Angier é uma dessas feministas, que muito me apraz ler, que defende o seu sexo e que não perde oportunidade de mostrar ao homem qual o lugar dele. Este pequeno texto pretende somente responder à letra a algumas das suas afirmações.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Haréns, reprodução e feminismo

Qual a razão de existirem haréns? Para muitas mulheres feministas, os haréns não são mais do que manifestações da luxúria opressiva masculina. As mulheres eram as grandes prejudicadas pela existência de haréns ou pela existência de famílias poligâmicas onde um homem poderia ter mais do que uma mulher.

Os haréns não são mais do que uma luta pela reprodução genética. E as mulheres não são as principais afectadas. A grande maioria dos homens também o é. Na realidade, só um pequeno conjunto de mulheres é beneficiada com um sistema de casamento monogâmico vigente.

Calígula, o pior imperador romano, tinha o hábito de mandar a sua guarda pretoriana a casa dos senadores para que lhe levassem as suas mulheres. De seguida organizava um jantar onde contava as suas aventuras com essa mulher. Isto é luxúria. Com muita estupidez envolvida. A lógica era ter sexo com a mulher e não garantir que a prole dessa mulher pertencia a um homem especifico. Uma forma de demonstrar poder ditatorial. Nos haréns não se passava isto.

sábado, 1 de março de 2008

Bissexualidade: a verdadeira essência do Homem

A religião sempre tentou definir o nosso comportamento sexual. A heterossexualidade era a prática aceitável aos olhos de Deus. A homossexualidade seria uma abominação e a bissexualidade…. Algo que ninguém fala muito. As pessoas têm tendência para se definirem como homossexuais ou como heterossexuais quando na realidade podem bem ser bissexuais. Um homem casado com uma mulher descobre aos 40 anos estar apaixonado por outro homem. Isto faz dele um homossexual? Ou fará dele um bissexual?

Existem muitos homens e mulheres homossexuais que a determinada altura se apaixonam por alguém do sexo oposto e vice-versa. A grande maioria das pessoas “catalogadas” como homossexuais já tiveram experiências heterossexuais ou irão ter no futuro. O mesmo acontece com pessoas “catalogadas” como heterossexuais. Isto faz deles heterossexuais, homossexuais ou bissexuais?

A minha teoria é simples: o comportamento sexual normal e evolutivamente mais vantajoso é a bissexualidade. A heterossexualidade e a homossexualidade são variações extremas desse comportamento. Não digo que todos os heterossexuais vão passar por relações homossexuais. Mas afirmo que, dadas as circunstâncias certas, o poderemos fazer. E afirmo que essa foi uma das grandes vantagens evolutivas da nossa espécie.