Quando se dá um acidente, as pessoas param, não para ajudar mas para ver. As revistas cor-de-rosa fazem milhões a vender os supostos defeitos dos outros. Tudo o que é negativo ou mau chama a nossa atenção (com provável excepção do electrão – que não é mau mas sempre tem carga negativa). No fim do século fala-se do fim do mundo: vende mais a ideia do fim do mundo do que a ideia do mesmo mundo… talvez um pouco melhor daqui a uns anos.
O aquecimento global não foge a esta regra. Aquecimento global é um termo que se faz acompanhar de um discurso holocáustico, tal como a nova idade do gelo tão publicitada nos anos 70 (sim, em pleno aquecimento global). Nós focamo-nos nas coisas negativas e não sabemos analisar até que ponto elas são más ou se também existirão benefícios.
Letras soltas de 4 epilépticos neuróticos... religiosos até ao tutano portanto!
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sábado, 1 de agosto de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Ambientalismo: uma religião suicida - parte II
Mas nenhuma religião pode contestar os seus dogmas existenciais. E os dogmas do ambientalismo consistem em dizer que a natureza é pura e que a Humanidade é permiciosa para a mesma natureza que a acolhe no seu ventre. Encarar o aquecimento global como fenómeno natural (ou também natural, se desejarem!!!) é o mesmo que dizer que afinal o Homem não é assim tão pernicioso e que a natureza não é uma ideia transcendente tão linear quanto gostaríamos que fosse.
Finalmente temos a caça às bruxas. Qualquer movimento religioso é incompatível com todos os outros movimentos religiosos. A sua base é que tudo o que defendem é a verdade e é sagrado. Por isso, sociedades onde a religião domine a vida social, são mais agressivas e apresentam maiores níveis de discriminação e baixas taxas de tolerância para com outras forma de ser ou pensar. É essa natureza destrutiva da religião que explica a existência de cruzadas, autos de fé ou assassinato de homossexuais no Irão e apedrajamento de mulheres em outros países islâmicos.
Finalmente temos a caça às bruxas. Qualquer movimento religioso é incompatível com todos os outros movimentos religiosos. A sua base é que tudo o que defendem é a verdade e é sagrado. Por isso, sociedades onde a religião domine a vida social, são mais agressivas e apresentam maiores níveis de discriminação e baixas taxas de tolerância para com outras forma de ser ou pensar. É essa natureza destrutiva da religião que explica a existência de cruzadas, autos de fé ou assassinato de homossexuais no Irão e apedrajamento de mulheres em outros países islâmicos.
sábado, 11 de julho de 2009
Ambientalismo: uma religião suicida - parte I
O Aquecimento Global veio levantar várias questões que se prendem não com o ambiente mas mais com a natureza humana. Não existe qualquer prova de que o aquecimento global esteja a ser provocado pelo homem ou que seja algo de extremamente negativo para a natureza ou para as sociedades humanas. As ligações entre aumento do CO2 e aumento da temperatura também não são totalmente sustentáveis e o aumento de CO2 é falado, principalmente, como algo negativo (nenhum ambientalista vai dizer que o aumento de CO2 é bom para as florestas e para a agricultura).
Grupos ambientalistas extremistas têm-se mostrado cada vez mais agressivos em defesa do ambiente. Esta agressividade não demonstra conhecimento científico, não demonstra capacidade de lidar ou compreender os problemas actuais mas sim a necessidade da nossa cultura secular substituir a religião perdida. E está a faze-lo com uma religião que se pode vir a tornar neoplásica para o tecido social.
Grupos ambientalistas extremistas têm-se mostrado cada vez mais agressivos em defesa do ambiente. Esta agressividade não demonstra conhecimento científico, não demonstra capacidade de lidar ou compreender os problemas actuais mas sim a necessidade da nossa cultura secular substituir a religião perdida. E está a faze-lo com uma religião que se pode vir a tornar neoplásica para o tecido social.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Dado como adquirido- uma crónica radioactiva
Todos nós damos como adquiridos certos privilégios que a nossa sociedade nos providencia. Partimos uma perna e vamos ao hospital fazer um raio X. O nosso pai tem um enfarte do miocárdio e, depois de tratado, vai fazer um estudo de perfusão cardíaca. A nossa mãe tem cancro da mama e faz radioterapia. Após a radioterapia é submetida a cirurgia para retirar o tumor e finalmente faz uma cintigrafia de gânglio sentinela para ver se o tumor ainda existe e dissemina pelos vasos linfáticos. Enquanto isso o nosso filho recém-nascido, após sofrer uma infecção urinária, faz um estudo de medicina nuclear chamado cistografia para diagnosticar a possível existência de refluxo vesico-ureteral (a urina sobe da bexiga para o rim pelos ureteros). E depois disto tudo o que é que fazemos? Esperamos que nos coloquem o gesso na perna e vamos a uma manifestação pública para se acabarem com os reactores nucleares porque poluem o ambiente.
Existem alguns génios, como a Madona, que até tentam reunir as pessoas para as sensibilizar contra a radiação. E propõem-se a acabar com a radioactividade no planeta. Se alguém conhecer esse antropóide que lhe diga que os nossos corpos, o Sol e o nosso planeta são radioactivos. O problema é este. Quando as pessoas se manifestam contra o uso da radioactividade não levam em linha de conta o facto de colocarem em questão uma boa parte das estratégias terapêuticas mais desenvolvidas hoje em dia. Também não pensam que a maior exposição a que as pessoas se encontram sujeitas são exposições médicas.
Existem alguns génios, como a Madona, que até tentam reunir as pessoas para as sensibilizar contra a radiação. E propõem-se a acabar com a radioactividade no planeta. Se alguém conhecer esse antropóide que lhe diga que os nossos corpos, o Sol e o nosso planeta são radioactivos. O problema é este. Quando as pessoas se manifestam contra o uso da radioactividade não levam em linha de conta o facto de colocarem em questão uma boa parte das estratégias terapêuticas mais desenvolvidas hoje em dia. Também não pensam que a maior exposição a que as pessoas se encontram sujeitas são exposições médicas.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Al Gore, Marlo Lewis e analogias ambientalistas…
O Psikus, é um amigo e antigo professor meu de psicologia (eu sei que é raro amizades entre professores e alunos nos dias de hoje, mas também acontece). Tal como eu, é muito interessado no mundo dos blogues. Numa visita a um dos seus muitos blogues, “Na Escola. Escrever quase na água”, li um texto que falava sobre Al Gora (a incompetência ambientalista em pessoa), Marlo Lewis e a disputa de argumentos entre os dois. A certa altura ele cita uma analogia:
“Al Gore grita que a floresta atrás de Marlo Lewis está a arder e aponta um suspeito que corre ali à vista dos dois. Várias pessoas e os bombeiros correm para apagar o fogo, mas Marlo Lewis grita que parem, que se deixem estar onde estão, não há perigo, o criminoso não é de certeza aquele... que só a má intenção de Al Gore o elevou a bode expiatório...
Ora, há um absurdo nesta situação, não há?... A floresta está mesmo a arder, não está?...”
“Al Gore grita que a floresta atrás de Marlo Lewis está a arder e aponta um suspeito que corre ali à vista dos dois. Várias pessoas e os bombeiros correm para apagar o fogo, mas Marlo Lewis grita que parem, que se deixem estar onde estão, não há perigo, o criminoso não é de certeza aquele... que só a má intenção de Al Gore o elevou a bode expiatório...
Ora, há um absurdo nesta situação, não há?... A floresta está mesmo a arder, não está?...”
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Malária, ambientalismo e o livro do Apocalipse
Qualquer ambientalista ferrenho ataca de imediato as minhas ideias. Está provado que a malária é transmitida por um mosquito e sabe-se que esse mosquito habita zonas mais quentes, por isso afectar tanto o continente africano. Se o planeta aquece então é possível ao mosquito proliferar por novos habitats e expandir o seu potencial patológico. O argumento é lógico mas falha pela sua simplicidade.
Se a malária se encontra associada a ambientes quentes como poderemos explicar as epidemias de malária na fria Rússia do século XIX? E na Inglaterra? E em muitos locais mais frios dos EUA? Quando analisamos o problema que representa a malária não nos podemos focar unicamente na temperatura. Outros factores como alimentação, saneamento básico, densidade populacional, cuidados de saúde primários, riqueza pessoal e insecticidas são mais importantes que a temperatura propriamente dita.
Se a malária se encontra associada a ambientes quentes como poderemos explicar as epidemias de malária na fria Rússia do século XIX? E na Inglaterra? E em muitos locais mais frios dos EUA? Quando analisamos o problema que representa a malária não nos podemos focar unicamente na temperatura. Outros factores como alimentação, saneamento básico, densidade populacional, cuidados de saúde primários, riqueza pessoal e insecticidas são mais importantes que a temperatura propriamente dita.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Acabar com o nuclear
Recentemente recebi um mail sobre uma petição europeia para acabar com os reactores nucleares na Europa. Entretanto procurei por diversos sítios da web o que os mais jovens achavam da questão. Entre grandes admiradores da energia nuclear (muito poucos) e supostos ambientalistas que se preocupam muito com o bem estar do planeta (infelizmente muitos) reparei que existem algumas frases de guerra muito usadas:
1 – parar de construir centrais nucleares;
2 – acabar com as centrais nucleares;
3 – dedicarmo-nos às energias renováveis.
Nos próximos parágrafos irei comentar cada um destes princípios e espero que ao lerem isto decidam comentar para aumentar a discussão em torno desta problemática.
1 – parar de construir centrais nucleares;
2 – acabar com as centrais nucleares;
3 – dedicarmo-nos às energias renováveis.
Nos próximos parágrafos irei comentar cada um destes princípios e espero que ao lerem isto decidam comentar para aumentar a discussão em torno desta problemática.
sábado, 29 de março de 2008
biomassa e energia renovável
(publicado inicialmente em 2007)
Actualmente podemos usar material orgânico para a produção de energia através da sua combustão. Tem várias vantagens pois é menos poluente, renovável, rentável e permite reaproveitamento de resíduos como papel. O balanço de libertação de CO2 é praticamente nulo pois o CO2 libertado tinha sido anteriormente usado pelas plantas na produção daqueles resíduos.
Actualmente podemos usar material orgânico para a produção de energia através da sua combustão. Tem várias vantagens pois é menos poluente, renovável, rentável e permite reaproveitamento de resíduos como papel. O balanço de libertação de CO2 é praticamente nulo pois o CO2 libertado tinha sido anteriormente usado pelas plantas na produção daqueles resíduos.
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