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domingo, 8 de agosto de 2010

A Ordem Oculta de John Holland

“Como é que uma doença como a SIDA consegue destruir o sistema imunitário humano? Como é que cidades como Nova Iorque ou Tóquio conseguem fornecer alimentos, medicamentos, vestuário e outros bens essenciais a milhões de habitantes? O funcionamento de sistemas tão imensamente complexos como estes tem permanecido envolto em mistério. Nas suas pesquisas recentes, John Holland e os seus colegas do Instituto de Santa Fé e da Universidade do Michigan abriram novos caminhos para a solução do problema. Holland – o criador dos algoritmos genéticos e um dos pioneiros das novas ciências da complexidade – tem estado envolvido desde o início na emergência de um novo campo de investigação: o dos sistemas adaptáveis complexos. Esta obra de ruptura – escrita com a autoridade científica e o estilo inconfundível de Holland – oferece-nos pela primeira vez um síntese coerente desta disciplina emergente.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

GÖDEL, ESCHER, BACH Laços Eternos

“Afinal de contas, de que trata exactamente este livro, Gödel, Escher, Bach: Laços Eternos – mais conhecido pela sigla GEB?

Esta questão tem-me perseguido desde que principiei a escrevinhá-lo, em 1973. Alguns amigos procuravam saber, é claro, o que me prendia tanto, mas sempre tive enorme dificuldade em explicá-lo concisamente. Anos mais tarde, em 1980, quando GEB já se encontrava durante algum tempo na lista de topo de vendas do The New York Times, a frase sumária obrigatória que publicitava o título durante várias semanas dizia: «Um cientista argumenta que a realidade é um sistema de tranças interligada.» Depois de eu ter protestado veementemente contra esta evidente grosseria, substituíram-na por algo um pouco melhor, apenas com precisão suficiente para apaziguar os meus protestos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Biologia da Consciência de Gerald M. Edelman

Como é que pensamos? O que faz de nós sermos seres dotados de consciência, capazes de recordar, de perceber o mundo em redor, de experimentar as paixões?

Gerald Edelman, um dos neurobiólogos mais eminentes, leva-nos numa viagem fascinante, percorrendo tópicos fundamentais como a evolução, e a natureza da percepção, da linguagem e da individualidade, assim como a apresentação do conjunto de mecanismos que constituem o espírito humano. Com base na tese de que a biologia possui a chave para compreender o cérebro e na perspectiva evolucionista de que o espírito surge numa determinada altura da história, o autor aborda o difícil problema do suporte material do espírito humano, percorrendo, para esse efeito, as psicologia, a física, a medicina, a filosofia e mesmo outras áreas do saber.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CAOS de James Gleyck

CAOS é uma obra de divulgação científica absolutamente excelente. James Gleyck nasceu em Nova Iorque sendo, desde 1978, jornalista e repórter científico do New York Times.

Escreveu “CAOS A Construção de Uma Nova Ciência” em 1987 e com ela recebeu o National Book Award para a categoria de não-ficção.

Apesar de escrito em 1987 o livro ainda hoje é actual pelo simples facto de que relata imensos episódios históricos e consegue explicar de forma brilhante em que consiste a teoria do Caos. Se o leitor é um iniciante e gostaria de saber mais, então, esta é a primeira obra que deve adquirir.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Terceira Cultura: para além da Revolução Científica

“A terceira cultura assenta no trabalho experiemtal e nas especulaçõs teóricas de cientistas e outros pensadores do mundo empírico que têm vindo a ocupar o espaço dos intelectuais tradicionais no esclarecimento do sentido mais profundo da vida, redefinindo quem somos e o que somos.

Nos últimos anos, o palco da vida intelectual norte-americana mudou de rumo e, com isso, a inteligência tradicional viu-se cada vez mais marginalizada. Uma educação baseada nas ideias de Freud, Marx e do modernismo, típica dos anos 50, já não constitui qualificação suficiente para um pensador dos anos 90. De facto, os intelectuais americanos tradicionais mostram-nse, numcerto sentido, cada vez mais reaccionários e, com muita frequência, ignoram com orgulho, e até uma certa dose de perversidade, muitas das questões intelectuais verdadeiramente significativas do nosso tempo. A sua cultura, que repudia a ciência é, muitas vezes, abstrata. Utiliza um jargão muito próprio e fecha-se em capelinhas exclusivistas. A profusão de comentários é uma das suas principais características, e esta espiral infernal de especulações que se rebatem umas às outras leva-os a um ponto em que o mundo real acaba por se perder.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Armas, Germes e Aço de Jared Diamond

No último artigo escrevi sobre um livro realmente impressionante; Revolução na ciência 1500-1750. Este artigo é dedicado a um livro que considero ainda maior. Existem alguns livros que me fizxeram sentir fazer parte de uma obra grandiosa, que de encheram de alegria enquanto os lia e tristeza quando os acabei de ler. “Quero mais… quero repetir” é o que nos passa pela cabeça, na presença desses livros. Um deles é esta obra absolutamente estupenda de Jared Diamond.

Jared Diamond é professor de Fisiologia na Universidade da Califórnia, Los Angeles, e um dos melhores escritores de divulgação cientifica. Na minha opinião, este é o seu melhor livro. Pergunto-me quando será possível aos alunos do secundário lerem este tipo de livros e poderem aprender com eles. Vencedor do prémio Pulitzer, este livro conquistou os críticos e todos aqueles que o leram.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Revolução Na Ciência 1500-1750

Esta é daquelas obras que se podem classificar como OBRIGATÓRIAS. Entre imensos livros bons existem alguns que atingem a imortalidade pela sua qualidade. São poucos os livros que o conseguem. Lembro-me de alguns como Armas, Germes e Aço (sobre o qual irei escrever), Diplomacia, A ideia Perigosa de Darwin, entre outros. Este é daqueles livros que numa escala de 0 a 5 receberia 7. É OBRIGATÓRIO, OBRIGATÓRIO, OBRIGATÓRIO.

Como o título do livro indica. O assunto abordado é a história da ciência ao longo de 250 anos ricos em descobertas e discussões acaloradas. Foi um dos períodos mais marcantes da história da ciência. Conhecer os seus personagens e os seus feitos, os campos de ideias sobre os quais se debatiam e pelos quais se debatiam, a criação de um espírito crítico e a interpenetração destes e outros factores é o doce sumo que este livro nos oferece.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A heresia de Darwin: O eterno retorno do criacionismo de Thomas Lepeltier

“A origem da vida e a evolução das espécies sempre agitaram o espírito do Homem. Será que existem animais capazes de surgir do nada, como acreditam os defensores da geração espontânea? Será o homem um produto do acaso e de uma selecção natural, como actualmente pensam os biólogos darwinistas?

Um ténue odor a enxofre paira ainda sobre estas perguntas difíceis. Uma pequena intervenção por parte de um criador omnisciente não seria suficiente para lhes dar resposta? A tentação de hibridar a ciência e a religião não é uma coisa nova.

Presente bem antes de Darwin e da sua teoria da evolução, ela ressurge regularmente. Em cada reaparição, cria uma nova oportunidade para opor a razão à fé, dois domínios menos estanques do que se pensa – mas, em todo o caso, explorados de modo bastante semelhante pelos velhos demónios da intolerância.”
Contra-capa da obra

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ZERO A Biografia De Uma Ideia Perigosa

A gradiva publicou, na sua espectacular colecção Ciência Aberta, esta obra de Charles Seife. Charles é um correspondente da revista New Scientist sendo uma matemático pós-graduado pela Universidade de Yale.

Esta obra é absolutamente excepcional. Encontra-se recheada de pormenores históricos deliciosos e foi banhada por uma escrita fluida e simples que permite a qualquer pessoa compreender as ideias lá explanadas. Um livro simples, belo e obrigatório para quem se interessa pela história da matemática e da ciência.

John Rennie, editor-chefe da Scientific American fez a seguinte crítica a esta obra:
«ZERO: A BIOGRAFIA DE UMA IDEIA PERIGOSA descreve, com humor, rigor e fascínio, como um digito atormentou e fascinou os intelectuais desde a velhas Atenas até Los Alamos. Charles Seife, habilmente, defende que o conceito do nada e o seu gémeo exibicionista, a infinidade, revolucionaram as fundações da civilização e do pensamento filosófico. Se já é um apaixonado da matemática ou da ciência, vai deliciar-se com este livro; se ainda não é, vai ser quando acabar de o ler.»

domingo, 25 de janeiro de 2009

A Criação do Universo

Só o título é apelativo o suficiente para nos fazer comprar e desfrutar deste livro. Se o título é apelativo o livro em si é fantástico tendo somente um pequeno senão. Foi publicado em 1994 pelo que já se encontra no mercado livros mais actuais.

O que me faz, então, aconselhar esta obra ao leitor? É simples. Grande parte das pessoas acha que não é possível escrever um livro sobre física, com fórmulas físicas, que seja considerado apelativo. Os autores deste livro provam o contrário.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A prodigiosa aventuras das plantas

«Se os animais nos apiaxonam, é porque estão próximos de nós, a ponto de por vezes pensarmos que nos reconhecemos neles.

Mas as plantas, imóveis, silenciosas, em que é que se parecem conosco?

Tal como os animais, viveram uma grande epopeia: a epopeia da evolução. Assim como nós, têm uma história. Ao ve-las viver, descobrimos nelas «hábitos» e «comportamentos» que nos pertencem também.

terça-feira, 22 de abril de 2008

A Hipótese Espantosa: busca cientifica da alma

“Este livro versa sobre o mistério da consciência e de como explicá-la em termos científicos. Não sugiro uma solução imediata para o problema. Gostava de o poder fazer, mas, para já, isso parece-me bastante difícil. É certo que alguns filósofos vivem na ilusão de que já conseguiram resolver o mistério, mas para mim as suas explicações não tem o toque da verdade científica. Aquilo que aqui tentei fazer foi esboçar a natureza geral da consciência e apresnetar algumas sugestões sobre o modo como a estudar experiemtalmente. Proponho uma determinada estratégia de investigação e não uma teoria desenvolvida na sua globalidade. Aquilo que pretendo é saber exactamente o que se passa no meu cérebro quando vejo qualquer coisa.

Alguns leitores sentir-se-ão desiludidos com esta abordagem, já que, por uma questão de táctica, descura deliberadamente muitos aspectos da consciência que gostariam de ver discutidos – em particular uma eventual definição. Não se ganham batalhas procurando discutir com precisão o que é que se quer dizer com a palavra batalha. É preciso ter boas tropas, boas armas, uma boa estratégia e, então, atingit duramente o inimigo. O mesmo se aplica no caso da resolução de um problema científico difícil.

terça-feira, 25 de março de 2008

Os Três Primeiros Minutos de Steven Weinberg

“Até há relativamente pouco tempo, os cientistas não podiam confiar em nenhuma teoria sobre a origem do universo. A situação, contudo, modificou-se significativamente. E, 1965, surgiu a inesperada e extraordinária descoberta de uma radiação cósmica estática, no domínio do microondas, resíduo fóssil da fase explosiva do universo primitivo. Seguiu-se-lhe um aturado trabalho teórico e, hoje em dia, existe uma teoria sobre o universo primitivo a que os astrónomos aderiram tão completamente que lhe chamam «modelo-padrão».

Com esta obra, temos pela primeira vez perante nós uma versão autorizada daquilo que se julga ter acontecido durante os três primeiros minutos do universo, bem como o relato excitante dessa descoberta. Setven Weinberg, o briulhante físico teórico de Harvard, transporta-nos aos primórdios do universo com uma clareza e graça extraordinárias, usando uma linguagem extremamente acessível que permite a qualquer leigo em física ou matemática a compreensão dos fenómenos ocorridos.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Simetria Perfeita de Heinz R. Pagels

“Com Simetria Perfeita, o autor de O Código Cósmico, Heinz Pagels, transporta-nos às fornteiras do pensamento científico, ao estado do universo no momento do big bang e, antes ainda, à criação desse mesmo universo a partir do nada. Escrevendo com inimitável elegância, o Dr. Pagels pressagia com esta sua obra um momento em que, num futuro próximo, os físicos deterão todos os elementos necessários à compreensão do origem, natureza e evolução do universo.