(publicado inicialmente em 2007)
Actualmente podemos usar material orgânico para a produção de energia através da sua combustão. Tem várias vantagens pois é menos poluente, renovável, rentável e permite reaproveitamento de resíduos como papel. O balanço de libertação de CO2 é praticamente nulo pois o CO2 libertado tinha sido anteriormente usado pelas plantas na produção daqueles resíduos.
Letras soltas de 4 epilépticos neuróticos... religiosos até ao tutano portanto!
sábado, 29 de março de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
Os Três Primeiros Minutos de Steven Weinberg
“Até há relativamente pouco tempo, os cientistas não podiam confiar em nenhuma teoria sobre a origem do universo. A situação, contudo, modificou-se significativamente. E, 1965, surgiu a inesperada e extraordinária descoberta de uma radiação cósmica estática, no domínio do microondas, resíduo fóssil da fase explosiva do universo primitivo. Seguiu-se-lhe um aturado trabalho teórico e, hoje em dia, existe uma teoria sobre o universo primitivo a que os astrónomos aderiram tão completamente que lhe chamam «modelo-padrão».
Com esta obra, temos pela primeira vez perante nós uma versão autorizada daquilo que se julga ter acontecido durante os três primeiros minutos do universo, bem como o relato excitante dessa descoberta. Setven Weinberg, o briulhante físico teórico de Harvard, transporta-nos aos primórdios do universo com uma clareza e graça extraordinárias, usando uma linguagem extremamente acessível que permite a qualquer leigo em física ou matemática a compreensão dos fenómenos ocorridos.
Com esta obra, temos pela primeira vez perante nós uma versão autorizada daquilo que se julga ter acontecido durante os três primeiros minutos do universo, bem como o relato excitante dessa descoberta. Setven Weinberg, o briulhante físico teórico de Harvard, transporta-nos aos primórdios do universo com uma clareza e graça extraordinárias, usando uma linguagem extremamente acessível que permite a qualquer leigo em física ou matemática a compreensão dos fenómenos ocorridos.
sábado, 22 de março de 2008
Os poderes sedutores da ciência e a má análise papal
Infelizmente o Papa Bento XVI continua com a sua cruzada pessoal de confrontar a ciência abertamente. Pelas suas últimas afirmações foi possível perceber que ele, no fundo, não compreende a natureza do suposto conflito entre a ciência e a religião.
De acordo com o Papa os avanços científicos relegam a espiritualidade para segundo plano pois são sedutores. O papa ainda não percebeu que o conflito entre ciência e religião nada tem a ver com espiritualidade mas sim com racional versus irracional. O conflito surge quando a religião é ensinada como se fosse ciência e quando faz todo um tipo de afirmações infundadas que violam as leis da natureza, sejam físicas ou biológicas ou outras. A ciência opõe-se a um discurso onde a nossa capacidade de raciocínio e cepticismo é abandonada em prol de crenças que visam beneficiar o poder de acção social de um determinado grupo clerical.
De acordo com o Papa os avanços científicos relegam a espiritualidade para segundo plano pois são sedutores. O papa ainda não percebeu que o conflito entre ciência e religião nada tem a ver com espiritualidade mas sim com racional versus irracional. O conflito surge quando a religião é ensinada como se fosse ciência e quando faz todo um tipo de afirmações infundadas que violam as leis da natureza, sejam físicas ou biológicas ou outras. A ciência opõe-se a um discurso onde a nossa capacidade de raciocínio e cepticismo é abandonada em prol de crenças que visam beneficiar o poder de acção social de um determinado grupo clerical.
Arábia Saudita do séc. XXII - parte II
Os republicanos, por seu lado, encaram o terrorismo como uma luta entre o bem e o mal. Eles, cristãos devotos à vida de Cristo, são os bons e os outros são os maus. Em particular os muçulmanos. Alguns generais norte-americanos, muito agraciados pela Casa Branca de Bush, referiram que os Iraquianos precisavam de ser salvos por Cristo e deram um tema, predominantemente religioso, à invasão do Iraque. Os republicanos pensam neles mesmos como seleccionados por Deus para levarem a boa nova ao mundo: pobreza para todos, fundamentalismo, guerra e poluição quanto baste. Os problemas internacionais não são resolvidos e quando decidem intervir fazem-no pela força das armas. Enquanto os democratas preferem usar o soft power os republicanos só conhecem o hard power.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Arábia Saudita do séc. XXII - parte I
Os EUA são a grande potência mundial dos nossos dias. Tem o exército mais forte e tecnologicamente desenvolvido que alguma vez existiu e dominam uma grande parte da riqueza mundial. Isto não foi possível devido à grande inteligência do povo americano mas sim às sucessivas guerras mundiais que destruíram as nações europeias e lhes retiraram grande parte dos seus génios.
Nos EUA podemos encontrar 2 mundos totalmente diferentes: o meio universitário onde abundam pessoas de várias nacionalidades e de grande capacidade intelectual e o povo que é ignorante o quanto baste. Para se ter uma ideia, quando se comemorou os 50 anos do lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima mais de 50% dos americanos não sabiam qual tinha sido o país que primeiro usara esse tipo de armamento. Se acha isto ridículo pense que o número de americanos que acreditava que os ataques do 11 de Setembro tinham sido orquestrados por Sadam Hussein chegava aos 70% e depois dos EUA invadirem o Iraque mais de 50% da população não sabia onde ficava esse país. Perto ou mais de 50% da população também acredita que a Bíblia é um texto factual. O Astrónomo e grande divulgador cientifico, Carl Sagan, queixava-se que os seus alunos americanos tinham pior educação que os seus colegas estrangeiros. Muitos chegavam à Universidade, para cursos de Astronomia, sem saber que o Sol era uma estrela. Mas se ainda tem dúvidas daquilo que digo, procure no YouTube um filme com o nome “americans are not stupid”.
Nos EUA podemos encontrar 2 mundos totalmente diferentes: o meio universitário onde abundam pessoas de várias nacionalidades e de grande capacidade intelectual e o povo que é ignorante o quanto baste. Para se ter uma ideia, quando se comemorou os 50 anos do lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima mais de 50% dos americanos não sabiam qual tinha sido o país que primeiro usara esse tipo de armamento. Se acha isto ridículo pense que o número de americanos que acreditava que os ataques do 11 de Setembro tinham sido orquestrados por Sadam Hussein chegava aos 70% e depois dos EUA invadirem o Iraque mais de 50% da população não sabia onde ficava esse país. Perto ou mais de 50% da população também acredita que a Bíblia é um texto factual. O Astrónomo e grande divulgador cientifico, Carl Sagan, queixava-se que os seus alunos americanos tinham pior educação que os seus colegas estrangeiros. Muitos chegavam à Universidade, para cursos de Astronomia, sem saber que o Sol era uma estrela. Mas se ainda tem dúvidas daquilo que digo, procure no YouTube um filme com o nome “americans are not stupid”.
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